BIOGRAFIAS

INVESTIGADORES COORDENADORES



João Canário

Investigador Coordenador
Centro de Química Estrutural

Biografia

João Canário é Investigador Principal do Centro de Química Estrutural e Professor Convidado do Departamento de Engenharia Química do Instituto Superior Técnico (IST). É ainda professor Adjunct na Universidade de Trent e investigador convidado do centro de Estudos Nórdicos das Universidade Laval, no Canadá. É licenciado em Química Tecnológica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, mestre e doutor em Ciências do Ambiente (Química Ambiental) pela Universidade Nova de Lisboa e Agregado em Química pelo Instituto Superior Técnico. É o delegado português no International Arctic Science Committee (IASC) e membro do grupo de trabalho de Ecossistemas Terrestres do mesmo comité, por nomeação da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Desde 2017, é chair do programa internacional T-MOSAiC - Terrestrial Multidisciplinary distributed Observatory for the Study of Arctic Connections (t-mosaic.com) que envolve cientistas e projetos de cerca de duas dezenas de países e cujo secretariado está sediado em Lisboa (IST).

Investigação

João Canário tem feito investigação sobre os ciclos biogeoquímicos de elementos no ambiente, principalmente do mercúrio. Desde 2008 tem participado em campanhas de investigação científica na Antártida e no Ártico, onde procura estudar o impacto humano nos ecossistemas antárticos, e no Ártico, o impacto das alterações climáticas na degradação do permafrost (solo permanentemente gelado), desenvolvendo atividades relacionadas com a caracterização química da matéria orgânica natural e a sua influência na emissão de gases com efeito de estufa.






Jorge Flores

Investigador Coordenador
Centro Interuniversitário de Historia das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT)

Biografia

Historiador, Jorge Flores é professor de história moderna global no Instituto Universitário Europeu, Florença, tendo lecionado anteriormente em Macau, Portugal e Estados Unidos da América. Foi também vogal da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1996-1998) e interessa-se pelo fenómeno da comemoração no atual contexto de recuo das histórias nacionais.

Investigação

Para além de se ter especializado no império asiático português dos séculos XVI-XVII e na história das interações socioculturais entre a Europa e a Ásia no mesmo período, Jorge Flores estuda a intensa conectividade do mundo moderno e os complexos processos de cruzamento que então ocorreram entre sociedades das mais diversas geografias culturais. Tem como temas de investigação a história da expansão portuguesa, a Ásia marítima e o impacto europeu, a palavra escrita, as práticas textuais e a mestiçagem intelectual na era moderna.






Pedro Diniz

Investigador Coordenador
Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento em Lisboa

Biografia

Pedro Diniz é Doutor em Ciência da Computação pela Universidade de Califórnia em Santa Bárbara (1997). Foi Investigador Associado durante 20 anos na Universidade da Califórnia do Sul (USC), em Los Angeles, onde participou ou liderou vários projectos de investigação nas áreas de compilação para computação de alto desempenho, mapeamento e síntese de arquitecturas de computação reconfiguráveis e computação resiliente. Desde 2016 tem estado envolvido na indústria de semi-conductores no desenho de ASICs na domínio de cripto-moedas, e desde 2000 numa empresa start-up no domínio de silicon-photonics. Durante a sua careira tem estado fortemente envolvido com a comunidade científica, tendo contribuído com inúmeros artigos e participado em comités de programa técnico em conferências nas áreas de computação de alto desempenho e computação reconfigurável.

Investigação

Pedro Diniz tem focado a sua investigação no desenvolvimento de técnicas de compilação e síntese de arquitecturas de hardware nas áreas de computação de alto desempenho, resiliente e reconfigurável, embebida. Em particular, o seu trabalho tem incidido no desenvolvimento de ferramentas automáticas de hardware/software com as quais engenheiros poderão desenvolver com maior rapidez arquitecturas de hardware e/ou software de elevada qualidade para uma variedade de mercados de consumo, incluindo dispositivos móveis cujo software e hardware necessitam de ser energeticamente muito eficientes para aumentar a longevidade das suas baterias, assegurando funcionalidades aceitáveis e fiáveis para os seus utilizadores.






Rute Santos

Investigador Coordenador
Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer

Biografia

Rute Santos é Professora Associada com Agregação na Universidade Lusófona de Lisboa, Senior Honorary Fellow no Early Start Research da Universidade de Wollongong, Austrália, e Investigadora do Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer da Universidade do Porto. Fez o seu o Doutoramento na Universidade do Porto em Atividade Física e Saúde em 2009, e prestou Provas de Agregação em 2015 na mesma Universidade. Tem 130 artigos científicos publicados em revistas com arbitragem científica e mais de 3000 citações. A maioria do seu trabalho científico centra-se na epidemiologia da atividade física e saúde pública. Até à data, conseguiu atrair mais de 2 milhões de euros em financiamento para projetos científicos.

Investigação

Rute Santos foca a sua investigação numa perspetiva epidemiológica dos efeitos dos estilos dos estilos de vida (atividade física, comportamento sedentário e sono) na saúde das crianças e adolescentes, nomeadamente na saúde cardiometabólica, bem como na promoção de estilos de vida saudáveis. O seu projeto mais recente pretende desenvolver Recomendações Integradas de Atividade Física, Comportamento Sedentário e Sono nas 24h do dia para a População Portuguesa. Estas recomendações representarão uma ação significativa na forma como promovemos uma vida saudável. Com a integração do sono, comportamento sedentário e atividade física nestas recomendações, destacam-se os efeitos positivos, interativos e potencialmente sinérgicos que podem ocorrer quando os comportamentos são vistos de forma holística. Este novo paradigma representa uma oportunidade real de usar as novas recomendações de forma inovadora e de revigorar a forma como se promovem os estilos de vida ativos. Estas recomendações servirão igualmente de base para futuros dos sistemas de saúde pública de monitorização e vigilância da população portuguesa.






INVESTIGADORES PRINCIPAIS




Ana Valdez

Investigadora Principal
CIDEHUS - Universidade de Évora

Biografia

Ana T. Valdez é doutora em História pela Universidade de Lisboa. É Investigadora FCT no CIDEHUS-UÉvora, investigadora colaboradora do CH-ULisboa e Academic Visitor na Universidade de Oxford, onde desenvolve investigação no grupo Cultures of Knowledge. Foi investigadora de pós-doutoramento em Yale e na Universidade de Lisboa e ensinou nas Universidades de Brown, Columbia, Yale e na UMass-Lowell, nos EUA. A sua investigação foca-se em temas ligados à história intelectual, cultural e religiosa da Idade Moderna. Presentemente, analisa a circulação de ideias de carácter escatológico no Atlântico, especialmente o "porquê" da existência de um diálogo inter-religioso entre católicos, judeus e protestantes que levou a expressões de tolerância religiosa.

Investigação

Ana Valdez tem publicado em temas ligados à literatura apocalíptica e à ideologia imperial no espaço do mundo ibérico e, em particular sobre a opus magnum do Pe. António Vieira. As suas publicações incluem "Historical Interpretations of the 'Fifth Empire': The Dynamics of Periodization from Daniel to António Vieira, SJ (Brill, 2011) e é co-editor-in-chief da coleção peer-reviewed "The Iberian Religious World" (Brill). Em 2019, irá iniciar o projeto Mapear Fins, Visualizar Novos Começos: Expetativas Apocalípticas e Tolerância e Toleração Religiosa nos Primórdios do Mundo Português Atlântico Moderno, que visa o escrutínio da história da tolerância religiosa e dos processos de toleração em paralelo com esperanças escatológicas que se verificam no espaço do Atlântico no século XVII. Pergunta-se como é que a informação de natureza escatológica circulou e se disseminou, além do impacto deste fenómeno no desenvolvimento dos projetos Atlânticos Europeus. Paralelamente, este projeto vai discutir a importância da religião e da esperança escatológica nos nossos dias, promovendo o diálogo entre academia e decision makers.






Carmen Freire

Investigadora Principal
CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro

Biografia

Carmen Freire é Doutora em Química pela Universidade de Aveiro (2003). Fez um Pós-Doutoramento na área dos materiais de origem renovável, com o projeto "Modificação química superficial de fibras de celulose para o desenvolvimento de novos materiais compósitos e papeleiros", desenvolvido conjuntamente entre o Departamento de Química da UA e a "École Française de Papeterie et Industries Graphiques" (atualmente Pagora), do Instituto Politécnico de Grenoble. Durante este período, adquiriu um sólido conhecimento e experiência no desenvolvimento e caracterização de materiais (bio)poliméricos. Desde 2006 que lidera a investigação na área dos (nano)materiais e (nano)compósitos derivados de (nano)celulose e outros biopolímeros no CICECO- Instituto de Materiais de Aveiro, como Investigadora Auxiliar até 2013 e Investigadora Principal desde então.

Investigação

As atividades de investigação da Carmen Freire estão maioritariamente centradas no desenvolvimento de (nano)materiais inovadores baseados em polímeros de origem renovável para aplicação em diferentes áreas (incluindo sistemas para libertação de fármacos, materiais bioativos, embalagens funcionais, membranas para pilhas de combustível e outros dispositivos eletrónicos, materiais condutores, etc.).






Judite Primo

Investigadora Principal
Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento

Biografia

Judite Santo Primo é doutorada em Educação. É Titular da Cátedra UNESCO "Educação, Cidadania e Diversidade Cultural", criada em novembro de 2017, e Coordenadora dos Programas de Doutoramento e de Mestrado em Museologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia. É Investigadora do Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento. Atua no domínio científico da Sociomuseologia, dedicando especial atenção ao aprofundamento das relações culturais e científicas entre Portugal e Brasil, participando em várias redes nos campos da Museologia socialmente enraizada e das políticas públicas para a cultura.

Investigação

A investigação de Judite Santo Primo desenvolve-se na área da sociomuseologia, que visa compreender os processos e dinâmicas patrimoniais e culturais, reconhecendo-se como uma área do campo das Ciências sociais. A visão restritiva da museologia como técnica de trabalho orientada para as coleções, deu lugar a uma nova compreensão e sustenta práticas museológicas voltadas para o desenvolvimento da sociedade. O reconhecimento do Museu enquanto instituição complexa, orientada para a consolidação do exercício cidadão, contribui para o reconhecimento da importância da diversidade cultural, da inclusão social enquanto processos que se inscrevem nas próprias mudanças da sociedade contemporânea. A Sociomuseologia, assim compreendida e posta em exercício, pode contribuir para a construção de Políticas Públicas que promovam a Dignidade Humana.






Luísa Lopes

Investigadora Principal
Instituto de Medicina Molecular - IMM

Biografia

Luísa Lopes é investigadora no Instituto de Medicina Molecular e Professora Convidada na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Foi nessa faculdade que obteve o Doutoramento em Neurociências. Trabalhou em Cambridge, Estocolmo e Lausanne antes de regressar a Lisboa, onde a partir de 2008 estabeleceu a sua equipa de investigação, tendo em 2013 obtido uma posição Investigador FCT. Tem vários artigos e capítulos de livros publicados em revistas científicas internacionais, incluindo revistas de referência na área, tal como Nature Neuroscience, Molecular Psychiatry ou Journal of Neuroscience. Em 2010, recebeu um prémio da Dana Alliance for Brain pelas atividades de divulgação científica enquanto coordenadora das atividades da Semana do Cérebro em Lisboa. Pertence a várias sociedades científicas portuguesas e internacionais, destacando-se ter sido membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Neurociências entre 2008 e 2011. Em 2017 recebeu uma menção honrosa da Universidade de Lisboa pelo seu currículo científico na área de Biomedicina.

Investigação

A investigação de Luísa Lopes centra-se nos mecanismos que causam o envelhecimento precoce das funções associadas à memoria, nomeadamente a contribuição do stresse para o défice cognitivo e neurodegeneração.






Margarida Saraiva

Investigadora Principal
Instituto de Investigação e Inovação em Saúde

Biografia

Margarida Saraiva doutorou-se na Universidade de Cambridge, Reino Unido, onde estudou as estratégias de evasão do sistema imune pelos Poxvirus sob orientação do Doutor António Alcami. Realizou um pós-doutoramento dedicado ao estudo dos mecanismos moleculares subjacentes à regulação da expressão da Interleucina-10 no National Institute for Medical Research (Londres) sob orientação da Doutora Anne O'Garra. Regressou a Portugal como investigadora do programa Ciência 2007 no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS, Universidade do Minho). Em 2013, conseguiu uma posição de Investigadora ao abrigo do programa Investigador FCT, tendo, em 2015, transferido a sua equipa para o IBMC-i3S, onde lidera desde então o grupo Regulação Imune. Este grupo é dedicado ao estudo dos mecanismos reguladores da resposta imune desenvolvidos por hospedeiros e patogénicos e das doenças resultantes da desregulação destes processos. Publicou 45 artigos científicos, citados no seu total mais de 2000 vezes, tendo orientado inúmeros alunos de Mestrado, Doutoramento e pós-Doutoramento. É Presidente da Sociedade Portuguesa de Imunologia e membro do corpo editorial da revista Immunity, Inflammation and Disease.

Investigação

Margarida Saraiva lidera o grupo de Regulação Imune, dedicado ao estudo dos mecanismos reguladores da resposta imune desenvolvidos por hospedeiros e patogénicos e das doenças resultantes da desregulação destes processos. No ângulo do hospedeiro, estudam uma citocina anti-inflamatória: a Interleucina-10. Esta molécula desempenha um papel fundamental na prevenção dos danos tecidulares provocados por respostas imunes descontroladas. O estudo da sua regulação e da forma como atua tem atraído muita atenção sob o ponto de vista clínico. As descobertas mais recentes do grupo mostram uma nova faceta da Interleucina-10, enquanto molécula promotora da mielopoiese e da senescência celular. A equipa está agora dedicada a melhor compreender estas observações e quais as suas implicações na saúde humana.
Do ponto de vista do patogénico, o grupo estuda o Mycobacterium tuberculosis, a bactéria que causa tuberculose, a doença infeciosa que mais mortes provoca no mundo. Os seus estudos pretendem elucidar de que forma variações no hospedeiro (o Homem), na bactéria e na forma como interagem podem determinar o curso da infeção e a severidade da doença, para poderem desenvolver novas terapias para a tuberculose. O desenvolvimento dessa investigação é apoiado por uma extensa rede de colaboradores nacionais (incluindo hospitais e centros clínicos) e internacionais (Instituto Pasteur, Paris; Francis Crick Institute, London; Swiss Tropical and Public Health Institute, Basel; Instituto Biomedicina, Valência).






Marta Sousa Silva

Investigadora Principal
Centro de Química e Bioquímica

Biografia

Marta Sousa Silva doutorou-se em Biologia Molecular pela Universidade de Lisboa de em 2003. Entre 2004 e 2009, integrou os Grupos de Enzimologia (FCUL) e de Parasitologia Molecular (IBMC-UP) como investigadora pós-doc. Em 2009, obteve um contrato de Investigadora Auxiliar Ciência2008 no Centro de Química e Bioquímica (FCUL). É investigadora na Unidade FT-ICR-MS-Lisboa (FCUL). Desde 2014, é membro da Equipa Executiva da Rede Nacional de Espectrometria de Massa (RNEM) e este ano foi nomeada membro do Grupo de Peritos Nacionais de Viticultura e de Métodos de Análise da Comissão Nacional da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (CNOIV).

Investigação

Desde 2014, a investigação desenvolvida por Marta Sousa Silva tem-se focado na pesquisa de marcadores moleculares de resistência ao míldio em videira, suportada por vários projetos FCT. A videira (Vitis vinifera) é a planta de fruto mais cultivada em todo o mundo, pelo seu valor económico na indústria do vinho. É, no entanto, suscetível a diversas doenças, sendo o míldio uma das mais graves na Europa. As estratégias atuais para combater o míldio incluem o uso intensivo de fungicidas, nem sempre eficazes. A criação de novas cultivares de videira resistentes ao míldio é uma abordagem promissora, reduzindo os pesticidas (e os custos associados), melhorando a qualidade do solo, mantendo os ecossistemas e promovendo a sustentabilidade ambiental e a saúde do consumidor. O sucesso dos programas de melhoramento depende da investigação dos mecanismos de resistência inata da videira contra os fungos e da identificação de marcadores moleculares associados à resistência. Estes marcadores serão usados no desenvolvimento de métodos de seleção precoce, permitindo uma rápida identificação das plantas que herdaram a característica resistente, logo após a germinação.






Miguel Carretero

Investigador Principal
Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva

Biografia

Miguel A. Carretero é doutorado em Biologia pela Universidade de Barcelona, é investigador e professor no CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, http://cibio.up.pt/) da Universidade do Porto, onde trabalha desde 2001 e lidera um grupo de investigação em Biodiversidade Funcional. Considera-se um biólogo integrativo que usa os répteis como organismo modelo preferido. Os seus interesses abrangem a ecologia, fisiologia, comportamento, morfologia, história natural, biogeografia e conservação dando prioridade aos aspetos funcionais e aos procedimentos experimentais sob uma base evolutiva. É autor de mais de 300 publicações científicas: http://miguelcarretero.wixsite.com/miguelcarretero

Investigação

Na sua atividade científica, Miguel Carretero tem participado em diferentes programas de cartografia e conservação da biodiversidade quer em Portugal quer no estrangeiro. Atualmente desenvolve um projeto focado em determinar as respostas dos animais ectotérmicos ás alterações globais que conta com o apoio da FCT (28014 02/SAICT/2017).






Miguel Prudêncio

Investigador Principal
Instituto de Medicina Molecular - IMM

Biografia

Miguel Prudêncio doutorou-se pela Universidade de East Anglia, (Reino Unido) em 2000, e realizou um pós-doutoramento na Universidade de Leiden (Holanda) entre 2000 e 2004. Nesse ano regressou a Portugal e iniciou o seu percurso de investigação na área da malária, na qual presentemente exerce a sua pesquisa. Ao longo dos últimos 10 anos, obteve contratos de investigação ao abrigo dos programas Ciência 2007 e Investigador FCT. É Investigador Principal do Instituto de Medicina Molecular (iMM), onde lidera um grupo de investigação dedicado ao estudo da infeção pelo parasita da malária e ao desenvolvimento de estratégias destinadas a combater esta doença. Entre diversos outros projetos de investigação, o Prudêncio Lab do iMM tem-se dedicado ao desenvolvimento de uma nova vacina contra a malária, à identificação de novos compostos capazes de combater a infeção pelo parasita causador desta doença e ao estudo de novos mecanismos moleculares que governam a interação entre este parasita e o seu hospedeiro. Ao longo da sua carreira como investigador independente, Miguel Prudêncio obteve financiamento competitivo a nível Nacional e Internacional, incluindo projetos financiados pela FCT, a Fundação Bill & Melinda Gates e o Malaria Vaccine Initiative. É autor de mais de 80 artigos científicos e inventor de diversas patentes, tendo conquistado diversos prémios nas áreas da ciência e da inovação. É membro fundador da empresa spin-off do iMM ROPLAVAC.

Investigação

A malária permanece uma das doenças infeciosas mais prevalentes do mundo. É hoje consensual que a sua erradicação dificilmente será atingida na ausência de uma vacina eficaz contra esta doença. Com o objetivo de contribuir para este desígnio, o Prudêncio Lab do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes tem vindo a desenvolver uma nova estratégia de vacinação contra a malária. Esta abordagem inovadora passa pela utilização de parasitas da malária de roedores, inofensivos para os seres humanos, geneticamente alterados para expressar proteínas do parasita causador da malária humana. Através esta estratégia, pretende-se iludir o sistema imunitário da pessoa vacinada, levando-o a combater a infeção pelo parasita humano. Este projeto tem sido desenvolvido há cerca de 8 anos, tendo um primeiro parasita geneticamente modificado sido recentemente avaliado como candidato a vacinas deste tipo em ensaios clínicos com voluntários humanos.






Paula Duque

Investigadora Principal
Biorecursos para a Sustentabilidade

Biografia

Paula Duque é doutorada em fisiologia e bioquímica pela Universidade de Lisboa. Estudou também na Alemanha (Colónia), na Nova Zelândia (Auckland) e, após o doutoramento, nos EUA (Nova Iorque), onde desenvolveu dois projetos de investigação na Rockefeller University e ensinou biologia molecular no Queens College. Regressou a Portugal em 2006, como Investigadora Principal do Instituto Gulbenkian de Ciência, para estudar as estratégias desenvolvidas pelas plantas para responder ao meio que as rodeia. Na última década, trabalharam no seu laboratório jovens investigadores de 4 continentes e 12 nacionalidades, tendo publicado nas revistas internacionais mais prestigiadas do seu domínio de investigação. Tem ensinado em programas de pós-graduação na Europa e em África, e é oradora regular em conferências em Portugal e no estrangeiro. É membro de diversos comités científicos e editoriais internacionais e da European Molecular Biology Organization (EMBO).

Investigação

Além de produzirem oxigénio e reduzirem o efeito de estufa, as plantas fabricam os compostos orgânicos que sustentam toda a cadeia alimentar do planeta. O contexto global de alterações climáticas e de explosão demográfica ameaça a segurança alimentar a nível mundial. Usando como modelo uma erva daninha, a Arabidopsis thaliana, o grupo de investigação liderado por Paula Duque tem vindo a descobrir como o controlo da expressão de certos genes permite às plantas sobreviver a situações extremas.
Ao ajudar a desenvolver plantas não só mais resistentes aos desafios climáticos e a infeções, mas também mais nutritivas, a ciência pode contribuir para melhorar a produtividade e a qualidade das culturas agrícolas de forma sustentável. O estudo das plantas pode ainda beneficiar a humanidade com novos medicamentos e com produtos e energias renováveis.






Sara Silva

Investigadora Principal
BioISI (BioSystems and Integrative Sciences Institute)

Biografia

Sara Silva doutorou-se em Engenharia Informática pela Universidade de Coimbra, na área da Inteligência Artificial. É investigadora principal no BioISI (BioSystems and Integrative Sciences Institute), na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Os seus interesses científicos centram-se em métodos de aprendizagem automática inspirados na natureza, em particular a Programação Genética, que já aplicou em diversos projetos interdisciplinares, desde a epidemiologia e bioinformática até à deteção remota e ciências florestais. Publicou cerca de 70 artigos científicos, 10 dos quais distinguidos com nomeações e prémios internacionais. Criou o software GPLAB (A Genetic Programming Toolbox for MATLAB). Faz parte do corpo editorial da revista GPEM (Genetic Programming and Evolvable Machines) desde 2009, foi presidente do comité científico de congressos internacionais de computação evolucionária. Em 2015 foi editora-chefe do maior evento científico da área, GECCO (Genetic and Evolutionary Computation Conference). Em 2018 foi-lhe atribuído o prémio "EvoStar Award for Outstanding Contribution to Evolutionary Computation in Europe".

Investigação

As florestas são um dos recursos naturais mais importantes da Terra, e a sua destruição contribui substancialmente para o aquecimento global. Os mecanismos de financiamento que promovem a gestão sustentável das florestas a par do desenvolvimento económico, como o REDD+, exigem que a monitorização das florestas seja feita tanto a nível nacional como local. Aproveitando os vastos repositórios de imagens de satélite disponibilizados por iniciativas como a Copernicus (www.copernicus.eu), Sara Silva propõe juntar as comunidades de Aprendizagem Automática e Deteção Remota num esforço comum de desenvolvimento de métodos inteligentes que transformam dados de satélite em informação útil para monitorização das florestas. Será possível produzir mapas de coberto do solo enriquecidos com os mais diversos tipos de informação, detetar precocemente a degradação florestal, e monitorizar o comportamento dos fogos florestais. O acesso livre aos recursos computacionais da Google Earth Engine permitirá que todas as computações sejam efetuadas na nuvem, fornecendo assim uma ferramenta de monitorização florestal de elevada qualidade e acessível também às populações locais.






Xurxo Ayán

Investigador Principal
Instituto de História Contemporânea - Universidade Nova de Lisboa

Biografia

Xurxo M. Ayán Vila é doutorado em Arqueologia pela Universidade de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha). É especialista em Arqueologia da Idade do Ferro, Arqueologia do passado recente e arqueologia comunitária. Foi investigador de pré-doutoramento no Instituto de Ciências do Património do Conselho Superior de Investigação Científica. Entre 2014 e 2017, foi investigador de pós-doutoramento Juan de la Cierva no Grupo de Investigação em Património Construído da Universidade do País Basco. Em 2019, integrará o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa como Investigador Principal. Participou de projetos internacionais no Chile, Etiópia, Espanha e Guiné Equatorial. É diretor dos projetos International Brigades e da recuperação do castro de San Lourenzo (Lugo, Galiza). Seu último livro é Arqueologia. Uma introdução à materialidade do passado (Madrid, Alianza Editorial, 2018).

Investigação

Durante a última década, Xurxo Ayán trabalhou no campo da arqueologia do passado contemporâneo, especialmente no período da Guerra Civil Espanhola e da ditadura de Franco. Neste contexto, dirigiu projetos para a escavação de campos de concentração, fossas comuns e campos de batalha em toda a Espanha. Concentrou a sua atenção nos restos ligados à colonização agrária fascista e à resistência armada contra a ditadura. Neste sentido, quer abordar um estudo comparativo das materialidades geradas pelas duas ditaduras ibéricas. A partir de janeiro de 2019, o investigador desenvolverá um ambicioso projeto de Arqueologia do Estado Novo que contemple os seguintes temas em diferentes regiões de Portugal e ex-colónias: povoados da Junta de Colonização, cenários de guerrilha em Trás-os-Montes, campos de concentração, exploração de volfrâmio nos anos 40 e campos de refugiados dos republicanos espanhóis (1936).